| www.segs.com.br - Fonte ou Autoria é : Betânia Lins | |
| 19-Out-2009 | |
| * Stella Kochen Susskind As estatísticas têm mostrado que investir em acessibilidade pode ser mais do que um ato de cidadania e de responsabilidade social. Esse investimento pode se tornar um excelente negócio; um investimento em sustentabilidade. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registrou, no Censo 2000, que o Brasil possui um contingente de 14,5% da população com algum tipo de deficiência, ou seja, um universo de 24,5 milhões de pessoas com um potencial de consumo estimado em R$ 5 bilhões. Ao analisarmos os dados globais encontramos estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) que apontam que 10% da população mundial é portadora de deficiência – algo em torno de 610 milhões de pessoas, sendo que 386 milhões são economicamente ativas. Diante desse cenário, será que as marcas e as empresas brasileiras estão preparadas para atender com qualidade o consumidor portador de deficiência? Quais as barreiras e erros mais frequentes? A resposta é um sonoro não! Mas, a boa notícia é que inúmeras empresas estão interessadas em saber onde erram e quais são as alternativas para iniciar um projeto de acessibilidade, de inclusão social. Entre os erros mais frequentes – detectados pela equipe de “clientes secretos” da Shopper Experience – começo citanto as barreiras físicas, porque são as que tangibilizam e ilustram o quanto a sociedade brasileira está despreparada para incorporar a inclusão de portadores de deficiência no cotidiano. Portas estreitas, correntes protegendo as vagas destinadas a cadeirantes, acessos não sinalizados para deficientes visuais e equipamentos de autoatendimento em alturas incompatíveis com cadeirantes são alguns dos erros estruturais mais comuns. Os “clientes secretos” da Shopper Experience – pessoas com deficiência que integram projeto de inclusão profissional e atuam como pesquisadores responsáveis pelo atendimento a clientes de empresas de vários segmentos – citam, ainda, as barreiras emocionais e comportamentais. Em geral, profissionais do varejo, serviços financeiros e órgãos públicos não receberam treinamento adequado para lidar corretamente com o atendimento. Há casos de total ignorância que geram comportamentos como: o atendente grita com o deficiente visual. A questão é que ele não enxerga, mas ouve muito bem; em um restaurante, o garçon pergunta ao acompanhante de um cadeirante qual é o pedido; o que o cadeirante gostaria de comer. Ou seja, “imbecializam” a pessoa com deficiência, tratando-a como um ser incapaz de tomar decisões; o atendente recebe o cadeirante, auxilia-o a entrar em determinado local, mas o abandona. Ou seja, não prossegue no atendimento por motivos inexplicáveis; o atendente pergunta ao cadeirante se não gostaria de ir ao provador, embora a loja não tenha um provedor adaptado; o atendente não pergunta ao deficiente visual a cor que prefere, porque acha que tanto faz; o atendente fala muito rápido com deficiente o auditivo, impossibilitando a leitura de lábios; o atendente leva o cadeirante até o banheiro e acende a luz; o atendente, ao recepcionar um deficiente visual com cão-guia, começa a brincar, distraindo o cachorro. Nunca se deve brincar com cães-guias quando os animais estiverem trabalhando; o atendente que segura no braço do deficiente visual para guiá-lo; prática que tira o equilíbrio. O correto é oferecer o braço para que o deficiente visual segure. Outros casos de despreparo são protagonizados pelo que costumo chamar de “deficientes sociais”, ou seja, pessoas que têm a coragem de parar em vagas exclusivas para cadeirantes e idosos; um tipo de ser humano que trata as pessoas com deficiência física como cidadãos de segunda categoria. Essas pessoas têm que ser reeducadas; passar por um processo de humanização social. Em suma, a inclusão é uma cruzada que deve envolver todos os níveis da sociedade em torno de uma aliança firme, que trate a questão com a seriedade que merece. ——————————————————————————————————————— * Pioneira no Brasil na avaliação do atendimento ao consumidor por meio do “cliente secreto”, Stella Kochen Susskind preside a Shopper Experience, empresa de pesquisa que representa uma evolução do modelo. Contando com uma equipe expert no assunto e com o know-how de 20 anos gerindo pesquisas com secret shopper e de satisfação, a empresa tem por ferramenta uma rede formada por mais de 20 mil clientes secretos no Brasil e exterior – equipe frequentemente treinada e renovada, que possui diferentes perfis e hábitos de consumo. Com produtos diferenciados, a Shopper Experience atua com Customer Experience, Secret Shopper (cliente secreto) e Workshop in Company, e busca trazer conhecimento sobre a experiência dos clientes com produtos e marcas. Recentemente, a executiva criou um projeto de inclusão profissional inédito que capacita pessoas com deficiência a atuar como “clientes secretos”. O recrutamento tem sido realizado em parceria com o Programa Trabalho Eficiente, da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD); Mara Gabrilli, vereadora e presidente do Instituto Mara Gabrilli; e Cid Torquato, coordenador da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Os interessados podem fazer a inscrição no site www.secretshopper.com.br/portal. |
Embaixada do Conhecimento. Um local de troca e partilha de conhecimento. Neste momento é composto por único Embaixador Residente. Os temas principais abordados são a Responsabilidade Social,NeuroMarketing,Redes Sociais,Internacionalização, Administração Pública e Cultura. Os limites são as próprias capacidades de sonhar….
Monday, 19 October 2009
As marcas e as empresas estão preparadas para atender clientes com deficiência?
Sunday, 18 October 2009
Teatro Municipal de Faro com Qualidade Certificada
A certificação do Sistema de Gestão da Qualidade consiste na avaliação por um Organismo Certificador devidamente acreditado, atestando que a instituição cumpre todos os requisitos da norma ISO 9001, e que incorpora nas suas actividades importantes princípios de gestão relativos, nomeadamente, à Focalização nos Clientes, Liderança, Envolvimento das Pessoas e Melhoria Contínua. A produtividade da instituição é reforçada pela reorganização dos processos e a sua imagem é fortalecida pelo prestígio associado à certificação.
Com esta certificação, o Teatro Municipal de Faro compromete-se a cumprir os requisitos da norma ISO 9001, ao nível da prestação dos seus serviços de Gestão de Espectáculos.
José Apolinário salientou que “O executivo da Câmara Municipal de Faro deliberou há dois anos incumbir a sua Empresa Municipal de prosseguir o processo para a certificação da sua actividade de gestão de espectáculos. A atribuição desta certificação internacional conclui com êxito o trabalho e aposta naquela infra-estrutura líder da organização e oferta cultural na região e a sul do Tejo e o investimento que o município tem dedicado à diferenciação da capital de distrito pela via da atenção à cultura, aos seus agentes, como forma de aprofundar a cidadania e ampliar a descentralização das oportunidades pela formação nas Artes.
A cidade de Faro sente-se orgulhosa com este resultado reconhecendo que esta distinção implica um comprometimento com uma atitude de melhoria contínua nesta área que aqui assumimos. O Teatro Municipal de Faro é, a partir de agora, o pioneiro de entre a rede de teatros nacionais a obter a certificação mas com isso apenas ganha maior responsabilidade com a missão que lhe conferimos em prol do desenvolvimento.”
A nível nacional, são muitas as empresas que apresentam a Certificação de Sistemas de Gestão da Qualidade (ISO 9001), mas muitos organismos da Administração Pública, nomeadamente ao nível Autárquico, estão cada vez mais atentos e sensibilizados para os desafios e benefícios decorrentes dos Sistemas de Gestão e da respectiva certificação.
Patrícia Monteiro explicou que “Os requisitos da norma ISO 9001, que está na base desta certificação, aplicam-se a todo o tipo de organização, independentemente do seu sector de actividade e da sua gestão, pública ou privada. No entanto, registamos uma crescente procura por parte de organizações da Administração Pública à certificação, como forma de avaliar o profissionalismo e melhorar os resultados da sua gestão, reflectindo a sua necessidade de equilibrar a prestação de um serviço de qualidade aos cidadãos com os custos que lhe são associados e com as receitas que gera/obtém”.
Sobre o Teatro Municipal de Faro, E.M.
A Empresa Municipal TMF – Teatro Municipal de Faro, E.M. iniciou a sua actividade em 2006, sendo responsável pela gestão e programação do Teatro das Figuras.
A entrada em funcionamento do Teatro das Figuras constituiu um marco decisivo na consolidação da vida cultural do Algarve, desde logo pela dimensão do seu grande auditório (786 lugares), única na região, bem como pela versatilidade e qualidade do seu equipamento, mas também pelas características multidisciplinares da sua programação, pelo acolhimento de criadores contemporâneos locais e regionais, a par da sua apetência em participar em redes, parcerias e co-produções, nacionais e internacionais.
Fonte: ( http://www.teatromunicipaldefaro.pt/teatro/default/TMF_certificacao_qualidade.pdf, consultado em 18\10\09 )
SGS ICS Certifica Qualidade da Junta de Freguesia de Pinhal Novo
A certificação do Sistema de Gestão da Qualidade consiste na avaliação por um Organismo Certificador, atestando que a instituição cumpre todos os requisitos da norma ISO 9001:2008, e que incorpora nas suas actividades princípios de gestão relativos nomeadamente à Focalização nos Cidadãos, Liderança, Envolvimento das Pessoas e Melhoria Contínua. A produtividade da instituição é reforçada pela reorganização dos processos, e a sua imagem é fortalecida pelo prestígio associado a esta certificação.
Atribuída de acordo com a reconhecida norma internacional para a Qualidade ISO 9001, a certificação do Sistema de Gestão da Qualidade da Junta de Freguesia de Pinhal Novo é um projecto que abrange a “Prestação de Serviços à Comunidade e Gestão, Reparação e Conservação de Espaços e Equipamentos sob a responsabilidade da Freguesia”.
A nível nacional são muitas as empresas que lideram a Certificação de Sistemas de Gestão da Qualidade (ISO 9001), mas também várias vertentes da Administração Pública, nomeadamente as Autarquias, estão já atentas aos desafios e benefícios decorrentes dos Sistemas de Gestão e da respectiva certificação, embora muito poucas tenham concluído com sucesso este objectivo.
Isabel Berger, Gestora de Produto da SGS ICS, que entregou o certificado considera que “A certificação do Sistema de Gestão da Qualidade da Junta de Freguesia de Pinhal Novo vem demonstrar não apenas a sua confiança e empenho por uma gestão cada vez mais profissional e transparente, mas também o compromisso das instituições com as necessidades e expectativas do Cidadão relativas ao rigor e pró-actividade dos Serviços Locais”.
Sobre a Junta de Freguesia de Pinhal Novo
Pinhal Novo constitui o mais importante aglomerado urbano da freguesia e do Concelho de Palmela.
A 21 de Novembro de 2008, o Pinhal Novo tinha 19169 cidadãos nacionais e 66 cidadãos estrangeiros recenseados.
Esta freguesia cada vez mais, se apresenta mais como elo de ligação ferroviário e rodoviário entre as vias de comunicação do Sul e Norte do País. Pertence ao Distrito de Setúbal e à Província da Estremadura, localiza-se no centro da Península de Setúbal.
A povoação foi elevada a vila a 11 de Março de 1988 e nela predominam as actividades económicas ligadas principalmente à indústria da construção civil, ao comércio e serviços.
fonte: ( http://www.pt.sgs.com/pt/sgs-certified-quality-on-parish-of-pinhal-novo-pt?viewId=6317, consultado em 18\10\09 )
Sunday, 14 June 2009
Portugueses na reinvenção urbana
Uma equipa constituída por arquitectos, engenheiros, designers e artistas portuguesas está entre as três finalistas das 230 participantes num concurso internacional que tem por fim reinventar a cidade.
A iniciativa partiu da empresa norte-americana "Urban Re:Vision", constituída por um grupo multifacetado de pessoas empenhadas em modificar o ambiente urbano, através da reformulação de todos os componentes que formam um normal quarteirão urbanizado de qualquer cidade do mundo.
O protótipo arquitectónico escolhido vai materializar-se em Dallas, Texas, num quarteirão de 40 mil metros quadrados destinado a 854 habitantes, exemplo que posteriormente será estendido a diversas cidades dos Estados Unidos. O colectivo formado exclusivamente por arquitectos, engenheiros, "designers" e artistas portugueses, coordenado por António Louro (atelier MOOV), Filipe Vogt e Marta Frazão (Atelier Data), tem boas probabilidades de ver o seu projecto posto em prática.
Para responder ao desafio lançado em Dallas, o de um edifício multi-usos destinado a habitação, serviços e comércio, a equipa portuguesa partiu de um curioso pressuposto, este: "Desde sempre a natureza tem funcionado, o que nos desafia agora é encontrar a maneira que a faça funcionar para sempre…".
Entende ainda que " a inteligência tem-nos levado a um ponto em que temos ao nosso alcance uma variedade de soluções técnicas capazes de nos privar ou de nos providenciar condições de vida confortáveis e culturalmente enriquecedoras" e "é a forma como organizamos estes dispositivos que irá fazer toda a diferença".
No projecto "Urban Re:Vision", a equipe começou por estudar os ciclos naturais, enquanto estratégia principal e como forma de organização do espaço e modelo de soluções técnicas integradas. A ideia é que este modelo possa ser reproduzido e transcrito para o vocabulário urbano e arquitectónico. E explica: " Como paradigma escolhemos o declive, um dos sistemas mais versáteis da natureza. Perante este complexo programa, uma única e ampla abordagem não conseguiria responder a todas as necessidades. Por isso, o espaço está organizado em vales, encostas e declives, de modo a maximizar o aproveitamento solar, as vistas e as superfícies de produção". De facto, o projecto sustenta diversas soluções que lhe permitem um elevado grau de auto-suficiência, como espaços verdes no interior do quarteirão, coberturas verdes para produção agrícola, sistema de estufas nos andares superiores e sistema de construção 100 por cento em pré-fabricado, predominantemente em materiais locais.
O projecto define, também, unidades habitacionais diferenciadas, desde estúdios a apartamentos com três quartos, apresenta a combinação de sistemas fotovoltaicos com sistemas eólicos que fornecem a totalidade da energia necessária, pressupõe sistemas ajustáveis de persianas fotovoltaicas e de zonas permeáveis, para prevenção de cheias.
Para o colectivo, o objectivo final deste projecto não é o de construir uma estrutura física, mas de criar os meios para que uma comunidade possa habitar um determinado espaço. "Não ter em conta as pessoas que aqui morarão é como ver só metade de uma equação…", acrescenta. De tal forma que todo o complexo é acessível a pessoas com mobilidade condicionada.
O projecto tenciona modernizar Dallas, assim como promovê-la ao mundo como paradigma de uma solução para outras cidades que enfrentam os mesmos problemas. Porque, como aliás conclui a equipa portuguesa, "todos os projectos sustentáveis devem ser um compromisso" e não apenas ficar no papel.
Projecto
O objectivo é modernizar Dallas, assim como promovê-la no mundo como boa solução
Modelo
A ideia é que este possa ser reproduzido para o vocabulário urbano e arquitectónico
'Atelier'
Consórcio de Atelier Data e Moov C O Atelier Data foi fundado, entre outros elementos, por Marta Frazão (n. 1978, Covilhã), licenciada pela FAUTL e mestre em Collective Housing pela Escuela Tecnica Superior, Universidad Politecnica de Madrid, e Filipe Vogt Rodrigues (n. 1977, Lisboa), licenciado pela FAUTL e antigo colaborador de Troufa Real. Dedicam-se a trabalhos de arquitectura e artes plásticas.
O Atelier MOOV foi fundado, entre outros, por António Louro (n. Lisboa, 1978), licenciado pela FAUTL. Dos trabalhos realizados destaca-se o concurso ECO-kit e a participação na Bienal de Arquitectura de Lisboa e LuzBoa.
(Fonte: http://dn.sapo.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=1262193&seccao=Arquitectura, consultado em 14.06.09)Tuesday, 9 June 2009
Indonésia: Bolsa lança índice de “eco-responsabilidade” para as empresas
A Bolsa de Jacarta lançou um novo índice destinado a ajudar os investidores a promover as empresas “ecológica e socialmente responsáveis” na Indonésia, um país muito afectado pela deterioração do Ambiente.
A partir de ontem, o índice Sri (Sustainable Responsible Index) - Kehati lista 25 empresas, entre elas um produtor de óleo de palma, empresas de exploração mineira e cimenteiras, informou hoje Kehati, a Fundação indonésia para a Biodiversidade, que colaborou com a Bolsa para a iniciativa.
“Isto vai servir de parâmetro para os investidores que queiram investir nas empresas ciosas das suas responsabilidades ecológicas e sociais”, explicou Sani Burhanuddin, responsável pelo tema na Fundação.
As empresas serão avaliadas de acordo com seis critérios relativos ao Ambiente, compromissos sociais, boa governância, respeito pelos direitos humanos, direito do trabalho e práticas comerciais.
Kehati espera acelerar a consciencialização dos empresários, ainda pouco sensibilizados para as questões do Ambiente.
A Indonésia, o quarto país mais populoso do mundo, é considerada o terceiro maior emissor de gases com efeito de estufa (GEE), depois dos Estados Unidos e da China. Tudo por causa da desflorestação.
O índice Sri-Kehati é o segundo deste género a ser lançado na Ásia, a seguir ao Japão.
fonte:http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1385880&idCanal=2100 , consultado em 09.junho.09
Friday, 22 May 2009
Peniche: A economia social "deverá estar mais presente na sociedade da pós-crise" - Vieira da Silva
Miguel Torres, presidente da Animar - Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Local, uma das organizações promotoras do certame, disse acreditar que "a resposta para a crise está nas pessoas que se preocupam com o desenvolvimento das suas comunidades".
Vieira da Silva reconheceu que a chamada economia social é "essencial no tipo de respostas para a saída da crise" e defendeu que "essa dimensão deverá estar mais presente na sociedade da pós-crise".
Fonte: http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9702315.html, consultado em 22.Maio.09
Sunday, 3 May 2009
Especial RSO -Normalização em Responsabilidade Social das Organizações
A Normalização em Responsabilidade Social das Organizações visa estabelecer um Sistema de Gestão para introduzir valores, princípios, sustentabilidade, responsabilidade social e corporativa nas organizações.
Requisitos da Responsabilidade Social das Organizações
Os requisitos da Responsabilidade Social das Organizações (RSO) relacionam-se com os princípios inerentes à Igualdade de Oportunidades entre Homens e Mulheres: Trabalho Infantil, Trabalho Forçado, Saúde e Segurança, Liberdade de Associação e Direito à Negociação Colectiva, Discriminação, Práticas Disciplinares, Horário de Trabalho e Remuneração. As Organizações devem respeitar as leis nacionais e outras aplicáveis em matéria de igualdade de oportunidades, bem como os seguintes instrumentos internacionais:
. Convenções OIT 29 e 105 (Trabalho Forçado e Trabalho Escravo)
. Convenção OIT 87 (Liberdade de Associação)
. Convenção OIT 98 (Direito de Negociação Colectiva)
. Convenções OIT 100 e 111 (Remuneração equivalente para trabalhadores masculinos e femininos por trabalho equivalente; Discriminação)
. Convenção OIT 135 (Convenção dos Representantes dos Trabalhadores)
. Convenção OIT 138 e Recomendação 146 (Idade Mínima e Recomendação)
. Convenção OIT 155 e Recomendação 164 (Saúde e Segurança Ocupacional)
. Convenção OIT 159 (Reabilitação Vocacional & Emprego/Pessoas com Deficiência)
. Convenção OIT 177 (Trabalho em Domicílio)
. Convenção OIT 182 (As Piores Formas de Trabalho Infantil)
. Declaração Universal dos Direitos Humanos
. Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança
. Convenção das Nações Unidas para Eliminar Todas as Formas de Discriminação Contra as Mulheres.
Requisitos da Norma SA 8000:2001
A norma SA 8000:2001 especifica requisitos de responsabilidade social para possibilitar uma Organização:
a) desenvolver, manter e implementar política(s) e procedimentos com o objectivo de gerir os temas relacionados com a RSO, controlando ou influenciando (fornecedores);
b) demonstrar para as partes interessadas que a política, procedimentos e práticas estão em conformidade com os requisitos da norma.
Os requisitos da norma SA 8000:2001 incluem:
I. Objectivo e Âmbito
II. Elementos Normativos e sua Interpretação
III. Definições (definição de: empresa, fornecedor/subcontratado, sub-fornecedor, acção de reparação, acção correctiva, parte interessada, criança, trabalhador jovem, trabalho infantil, trabalho forçado, reparação de crianças, trabalhador em domicílio)
IV. Requisitos de Responsabilidade Social
1. Trabalho Infantil
2. Trabalho Forçado
3. Saúde e Segurança
4. Liberdade de Associação e Direito à Negociação Colectiva
5. Discriminação
6. Práticas Disciplinares
7. Horário de Trabalho
8. Remuneração
9. Sistemas de Gestão
9. Sistemas de Gestão
- Política
A Gestão deve definir a Política da Organização quanto à responsabilidade social e às condições para assegurar o cumprimento legal e da norma (SA 8000), garantindo o compromisso de melhoria contínua e a sua disponibilização ao público.
- Revisão pela Gestão
A Gestão deve analisar periodicamente a adequação, aplicabilidade e contínua eficácia da Política da Organização, dos procedimentos e dos resultados de desempenho, em particular em relação aos requisitos da norma e a outros requisitos que a Organização subscreva. As alterações e melhorias do Sistema devem ser registadas e implementadas quando apropriado.
- Representante da Gestão
A Gestão deve nomear um representante, o qual, independentemente de outras responsabilidades, deve assegurar que os requisitos da norma sejam atendidos. O representante da Gestão deve, preferencialmente, pertencer à Organização para facilitar a comunicação (interna e externa).
- Planeamento e Implementação
A Organização deve assegurar que os requisitos da norma sejam entendidos e implementados em todos os níveis da organização. Os métodos devem incluir: definição de funções, responsabilidades e autoridade; sensibilização e consciencialização de trabalhadores novos e/ou temporários aquando da contratação; formação de trabalhadores existentes; monitorização contínua das actividades e resultados para demonstrar a eficácia dos sistemas implementados, visando atender à Política da Organização e aos requisitos da norma.
- Controlo de Fornecedores/Subcontratados e Sub-fornecedores
A Organização deve estabelecer e manter procedimentos apropriados para avaliar e seleccionar fornecedores/subcontratados (e, quando apropriado, sub-fornecedores), com base na sua capacidade de atender os requisitos da norma. Devem ainda ser mantidos registos apropriados para o comprometimento dos fornecedores/subcontratados (e sub-fornecedores), face aos requisitos da responsabilidade social.
- Não Conformidades, Acções de Reparação, Acções Correctivas (e Acções Preventivas)
A Organização deve investigar, tratar e responder às preocupações de empregados e outras partes interessadas, com respeito a conformidades/não conformidades face à Política e/ou aos requisitos da norma, evitando repreender, dispensar ou de alguma outra forma discriminar contra qualquer empregado que tenha fornecido informações relativas à observância da norma. Deve implementar acções de reparação, acções correctivas e acções preventivas, disponibilizando os recursos necessários apropriados à natureza e severidade de qualquer não conformidade identificada contra a Política e/ou contra os requisitos da norma.
- Comunicação Externa
A Organização deve estabelecer e manter procedimentos para comunicar regularmente a todas as partes interessadas dados e outras informações relativos ao desempenho face aos requisitos da norma, incluindo, mas não limitando-se a, os resultados das revisões pela Gestão e das actividades de monitorização.
- Verificação
Quando requerido em contrato, a Organização deve disponibilizar informações e acesso às partes interessadas, as quais visam verificar a conformidade com os requisitos da norma; quando solicitado em contrato, informações similares e acesso devem também ser proporcionados pelos fornecedores e subcontratados, através da incorporação de tal requisito aos contratos de compra da Organização.
- Registos
A Organização deve manter registos apropriados para demonstrar conformidade com os requisitos da norma.
Integração de um Sistema de Gestão de RSO com outros Sistemas de Gestão
É viável e vantajoso integrar um Sistema de Gestão de RSO, de acordo com a norma SA 8000:2001, com outros sistemas de gestão implementados/certificados na Organização, como o Sistema de Gestão da Qualidade (de acordo com a norma NP EN ISO 9001:2000), Sistema de Gestão Ambiental (de acordo com a norma NP EN ISO 14001:2004, ou com o Regulamento (CE) nº 761/2001, 19/03 - EMAS (Eco Management Audit Scheme) - Sistema Comunitário de Eco-gestão e Auditoria), e Sistema de Gestão da Segurança e Saúde no Trabalho (de acordo com a norma OHSAS 18001:1999 - Occupational Health and Safety Management Systems).
A viabilidade e vantagens decorrentes da integração de sistemas de gestão baseiam-se nas semelhanças principais entre os requisitos dos sistemas:
. partem de uma mesma estrutura;
. requerem a implicação de todo o pessoal (desde a direcção de topo aos operadores);
. baseiam-se numa Política definida pela Gestão;
. requerem uma estrutura e responsabilidades;
. consideram a formação e competências dos colaboradores;
. mantêm o Sistema documentado (manual, processos, procedimentos e registos);
. exigem: controlo documental, auditorias internas, controlo de não conformidades, acções correctivas e preventivas, avaliação e medição.
| Contributo da RSO para o Desenvolvimento Sustentável A Ética e a Responsabilidade Social estão ligadas através do “triplo D”: Desenvolvimento Económico, Desenvolvimento Social e Desenvolvimento Ambiental, visando a responsabilidade das Organizações no âmbito da Estratégia Nacional de Desenvolvimento Sustentável. No plano interno permite a promoção da eco-eficiência, o diálogo com os trabalhadores, a formação em igualdade de oportunidades entre homens e mulheres, segurança, higiene e saúde no trabalho e gestão ambiental. No plano externo possibilita o diálogo com as partes interessadas – stakeholders, o controlo dos fornecedores e a inserção nas comunidades locais. | ||
| Leituras Adicionais Responsabilidade social das empresas Financiamento responsável Ambiente e pobreza Desenvolvimento sustentável Licenciamento ambiental – obrigações para a Indústria Auditorias de qualidade e/ou ambiente – preparação e documentação Fonte: (http://www.naturlink.pt/canais/artigo.asp?iCanal=1&iSubCanal=11&iArtigo=24290&iLingua=1 , consultado em 03.Maio.09) |