Tuesday, 16 September 2008

Novo modelo de gestão do imobiliário público



Governo está a preparar uma alteração profunda na gestão do património imobiliário do Estado. A medida mais emblemática passará por obrigar todos os serviços do Estado a pagar renda pelos imóveis. A consequência prática será a racionalização: diminuindo o espaço ocupado e os gastos com os imóveis.
A intenção de reestruturar o modelo de gestão dos imóveis públicos já tinha sido anunciada pelo Executivo e será aprovada numa das próximas reuniões do Conselho de Ministros, apurou o Diário Económico junto de fonte governamental. A alteração terá impactos já no próximo ano, mas os efeitos mais globais serão sentidos em 2010. As várias medidas estão previstas no Programa de Gestão do Património Imobiliário do Estado, que visa aumentar a eficiência na utilização dos bens imóveis e que durará entre 2009 e 2012. Com este programa pretende-se o estabelecimento de indicadores relativos à ocupação e aos custos de utilização, a planificação global das necessidades dos serviços e ainda a calendarização das vendas e dos arrendamentos de imóveis. A ideia de obrigar os vários serviços do Estado a pagar renda pelo espaço ocupado não é de hoje. Em 2005, com Bagão Félix à frente do Ministério das Finanças a questão chegou a ser levantada, mas acabou por não avançar. A razão para impor rendas é simples: sem terem noção do custo, os responsáveis do Estado não têm um incentivo para uma gestão mais criteriosa dos imóveis. Os últimos dados do recenseamento na Administração Pública mostram que, em média, cada funcionário público ocupa 50 m2, ao passo que no sector privado o valor de referência é de 12 m2. Ou seja, há muito espaço para poupança. Até porque o Governo tem na sua posse dados que mostram que há maior eficiência na ocupação dos imóveis já arrendados pelo Estado – representam 11% da área total ocupada pelos serviços do Estado e têm 21% do pessoal, por comparação com uma afectação de 61% de área e 53% de pessoal nos imóveis próprios. Assim, o Programa de Gestão do Património Imobiliário tem seis eixos. A questão dos serviços passarem a pagar renda está prevista no ponto sobre o regime de utilização – o programa refere a “introdução de encargos financeiros que impendem sobre os utilizadores dos imóveis do Estado, incluindo os serviços da Administração Pública desprovidos de personalidade jurídica”. A introdução da medida será gradual. Num primeiro momento, o princípio da onerosidade não afectará instalações afectas a funções operacionais das forças militares ou de segurança, nem prisões, hospitais, instalações de ensino e diplomáticas ou consulares fora de território nacional. No Orçamento do Estado para 2009 já será tido em conta a obrigatoriedade de pagar renda, mas só na preparação do Orçamento para 2010 é que será integrada na totalidade. Obras diminuem valor da renda Nem só de venda de património se fala no projecto de resolução do Conselho de Ministros. Mais do que vender, pretende-se adaptar o património às necessidades do serviço do Estado, e por isso o programa de conservação e reabilitação prevê medidas específicas para os prédios que estejam ao serviço do Estado e que assim devam ficar. De acordo com o projecto, “o montante do investimento efectuado na respectiva reabilitação poderá ser deduzido ao valor da contrapartida devida pela sua utilização”. Assim, o valor das obras, suportado pelo “ministério promotor das referidas operações de intervenção”, pode servir para reduzir o montante que os serviços vão ter de passar a pagar pela utilização dos imóveis onde se encontram. O vendedor imobiliário do Estado português A Sagestamo, empresa detida a 100% pela Parpública, é a sociedade gestora encarregue de vender o património público excedentário no mercado imobiliário. No ano passado, a Sagestamo vendeu 18 imóveis no valor de 106,5 milhões de euros e, até ao final da década, tem como objectivo chegar à fasquia dos 200 milhões de euros, indica o relatório e contas da sociedade. A Sagestamo actua também no arrendamento, apoiando a reinstalação de serviços públicos. No site da empresa (www.sagestamo.pt) é possível ter acesso aos imóveis actualmente disponíveis para venda e arrendamento. O roteiro da mudança no modelo de gestão do património 1 - Como funciona a gestão dos imóveis O Conselho de Ministros vai, brevemente, aprovar o Programa de Gestão do Património Imobiliário do Estado para os anos de 2009 a 2012, definindo “as medidas e procedimentos de coordenação a efectivar na administração de bens imóveis”. A Direcção-geral do Tesouro e Finanças fica responsável pelo acompanhamento e pela articulação com os vários ministérios. 2 - Qual vai ser o principal objectivo O principal objectivo é racionalizar a utilização dos imóveis do Estado. “Este Programa visa promover não apenas a eficiência na administração dos bens imóveis do Estado, mas também a adequação da gestão imobiliária às orientações da política económica e financeira, global e sectorialmente definidas. É por isso que os serviços vão passar a pagar rendas. 3 - Quem fica isento de pagar renda Numa primeira fase, os serviços que vão estar isentos de pagar renda são os estabelecimentos prisionais, de saúde ou de ensino, ou instalações diplomáticas ou consulares fora do território nacional. Por outro lado, o princípio da onerosidade também não vai ser aplicado a instalações afectas a funções operacionais das forças militares ou de segurança. 4 - Quando vai este modelo aplicar-se Para já, é preciso terminar o inventário que está a ser feito sobre todos os prédios do Estado. Depois, no próximo ano, vão já ser tidos em conta os valores de utilização que tiverem sido encontrados pela equipa das Finanças. No Orçamento para 2010, finalmente, o princípio do pagamento pelos serviços entra então em vigor, sendo certo que o processo será feito gradualmente. 5 - Imóveis definidos até final deste ano Um dos aspectos contemplados no diploma que será aprovado em Conselho de Ministros é a obrigatoriedade de informação por parte dos ministérios. Até 31 de Dezembro deste ano terão de enviar para as Finanças informação sobre o “excesso de capacidade existente ou previsto, a necessidade da área a ocupar e os rácios de ocupação a alcançar”. Arranque - A ideia de obrigar os serviços do Estado a pagar renda pelo espaço que ocupam não é de hoje. Em 2005, com o então Ministro das Finanças Bagão Félix, a questão chegou a ser levantada, mas não avançou. - A intenção de reestruturar o modelo de gestão dos imóveis utilizados pelo Estado já tinha sido anunciada pelo Executivo e deverá ser concretizada numa das próximas reuniões de Conselho de Ministros. - As alterações terão mais impacto já no próximo ano – estarão incluídas no Orçamento do Estado para 2009 – mas os efeitos globais só serão sentidos em 2010.


fonte: (http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/edicion_impresa/economia/pt/desarrollo/1165186.html, consultado em 16 \set\08)

Sunday, 31 August 2008

2ª Jornadas de Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Algarve



O município de Albufeira está a organizar as 2ª Jornadas de Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Algarve que decorrem no Espaço Multiusos de Albufeira, nos próximos dias 2 e 3 de Outubro. Subordinada ao tema “Construção Sustentável”, a iniciativa pretende sensibilizar a divulgar os princípios da construção sustentável, da arquitectura bioclimática, da certificação ambiental e energética, bem como, práticas, técnicas e tecnologias eco-eficientes. Para além das conferências de carácter técnico-científico, a iniciativa contempla uma exposição técnica subordinada ao tema das jornadas, entre os dias 1 e 4 de Outubro, que visa divulgar e promover as práticas, materiais e tecnologias que fomentem a sustentabilidade do sector da construção.


Seminário da Rede Ecos em Serpa



A Câmara de Serpa promove a 4 e 5 de Setembro, no cine-teatro municipal, o seminário "Construção sustentável – Novos paradigmas construtivos, sociais e económicos", no âmbito da acção preparatória Ecos – Energia e Construção Sustentáveis.
O Ecos é umas das cinco acções preparatórias aprovadas a nível nacional ao Programa Polis XXI – Redes Urbanas para a Competitividade e Inovação –, envolvendo as cidades de Serpa, Beja, Moura, Peniche, Óbidos, Torres Vedras e Silves, entre outros parceiros públicos e privados.
No âmbito do Ecos, Serpa propõe-se desenvolver quatro projectos: o laboratório da construção sustentável da terra; o cluster da construção civil sustentável (Zona Industrial de Serpa); o Ecoquartier (no centro histórico da cidade de Serpa); a Ecovilla de Santa Iria. Estes projectos "assentam no desenvolvimento do conhecimento, investigação, pedagogia, técnica e ciência e na dinamização da economia local e do tecido social/acção social da terra".
Serpa tem experiência na aplicação de técnicas de construção tradicional "amigas do ambiente", nomeadamente a construção em terra – taipas, abóbadas –, ensinadas na Escola Profissional de Desenvolvimento Rural de Serpa.


Empresas nacionais ajudam a tornar Berlenga livre de carbono



Uma «Berlenga sustentável e livre de carbono» é o objectivo do conjunto de acções a adoptar por empresas como a EDP, Efacec e Águas de Portugal. A ideia é tornar a ilha da Berlenga mais eficiente do ponto de vista ambiental.
Neste sentido, foi hoje assinada uma carta de compromisso com vista ao desenvolvimento do projecto «Berlenga � Laboratório de Sustentabilidade». Os objectivos principais passam por dotar a ilha de capacidades de geração e armazenamento de energia a partir de fontes renováveis, bem como de produção de água potável e tratamento de águas residuais e resíduos sólidos, explicou António José Correia, presidente da Câmara Municipal de Peniche.
A primeira fase do projecto será centrada nas energias renováveis. «Esperamos que antes do final do Verão já haja resultados ao nível da frente energética», adiantou Humberto Rosa, secretário de Estado do Ambiente.
Entre as várias acções previstas contam-se a instalação de painéis solares e aerogeradores eólicos, que irão contribuir para a criação de uma Berlenga livre de carbono. Em articulação serão integrados sistemas eficientes de gestão da água, saneamento e tratamento de resíduos sólidos, protegendo assim o ecossistema da Berlenga de danos potencialmente irreversíveis.
Além da EDP, AdP e Efacec, fazem parte do consórcio que vai desenvolver o projecto, e que também assinaram a carta compromisso, outras entidades, como o C3P - Centro para Prevenção da Poluição, Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade, Câmara Municipal de Peniche, o Instituto de Soldadura e Qualidade, o Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, o Instituto Nacional de Engenharia, Tecnologia e Inovação, a NASA e a Marinha Portuguesa.
«Em Portugal não é muito comum conseguir agrupar um número tão grande de empresas em torno da preservação ambiental e do desenvolvimento sustentável dos territórios», salientou António José Correia.

Produtos verdes ainda não (con)vencem




Desde os anos 60 que o consumo tem vindo a aumentar exponencialmente. As despesas de consumo médio das famílias subiram de 4,5 biliões de dólares, em 1960, para 19,5 biliões em 2000. O World Wildlife Fund estima que seriam necessários três vezes os recursos actuais da Terra se todos os seres humanos consumissem o que consome o europeu médio, e cinco vezes caso o estilo de vida norte-americano fosse o modelo adoptado. A pegada ecológica humana ultrapassou a capacidade da Terra para produzir recursos e absorver os resíduos produzidos desde meados dos anos 80.

Considerando as tendências projectadas para os países desenvolvidos, o relatório «Talk the Walk – Advancing Sustainable Lifestyles through Marketing and Communications», elaborado pela Utopies, uma consultora em desenvolvimento sustentável, pela UNEP (United Nations Environment Programme) e pela UNGC (United Nations Global Compact), em Dezembro de 2005, alerta para a necessidade de operar-se a «desconexão absoluta» com o estilo de vida actual, de modo a permitir uma redução do impacte ambiental, apesar dos aumentos globais de população e consumo per capita.
Todavia, apesar de honrosas excepções, na maioria dos países as fatias de mercado dos produtos verdes dificilmente excedem os 4 por cento. A razão, diz o relatório, é que sem economias de escala, os grupos comerciais não fazem lucros suficientes através dos produtos verdes de modo a justificar investimentos em larga escala. «As campanhas para a diminuição dos volumes consumidos são raras e dificilmente beneficiam de uma robusta monitorização, de modo a aferir os reais impactes nos padrões de consumo», completa.
Segundo Afonso Lobato Faria, director da Unidade de Desenvolvimento Sustentável do Instituto de Soldadura e Qualidade (ISQ), «existe um mercado de produtos verdes global, que está em forte ascensão, que inclui o território nacional e os consumidores portugueses». Também para Ana Paula Duarte, directora do Centro para o Desenvolvimento Empresarial Sustentável (Cendes), pode falar-se de um mercado de produtos ecológicos e ecoeficientes em Portugal. «Já estão à disposição dos consumidores produtos e serviços ambientalmente orientados», diz.Miguel Pinto, da cooperativa de comércio justo Equação, concorda que começa a existir um mercado para estes produtos, sobretudo junto aos grandes centros urbanos (Lisboa e Porto). «Dever-se-á à maior consciencialização dos consumidores, ao interesse de muitas empresas, e às normas e decisões politicas que incentivam e valorizam este mercado», reflecte.


Monday, 25 August 2008

Expo Saragoça 2008 -600 mil no Pavilhão de Portugal



O número de visitantes do Pavilhão de Portugal na Expo Saragoça 2008 continua a aumentar, prevendo-se que chegue hoje aos 600 mil.
O espaço português ocupa uma área de mil metros quadrados e localiza-se perto do edifício principal da Expo, num investimento de seis milhões de euros. É o quinto maior pavilhão do evento e trata a relação hídrica com a vizinha Espanha, através dos rios fronteiriços Tejo, Douro e Guadiana, os mais importantes do País.
A iniciativa decorre até 14 de Setembro, num recinto de 25 hectares localizado a Oeste da cidade de Saragoça, ao longo das margens do rio Ebro. O preço para entrar no recinto da exposição é de 35 euros. Participam 105 países, unidos pelo mesmo tema: ‘Água e Desenvolvimento Sustentável’.

fonte:http://www.correiomanha.pt , consultado em 25/Agos/08

Noticia Brasil : Top’ Social



O maior prêmio de responsabilidade social do Norte e Nordeste completa cinco anos e tem lançamento marcado para ama-nhã. O Top Social 2008 chega à sua quinta edição com a novidade de premiar as organizações públicas e privadas divididas em três categorias, promoção do bem-estar social e humano, meio ambiente e desenvolvimento sustentável e educação para a cidadania e inclusão social, após a experiência dos anos anteriores. O Top Social é uma realização da Associação Brasileira de Agências de Publicidade - Capítulo Bahia (Abap-BA), Associação dos Dirigentes de Marketing e Vendas da Bahia (ADVB-BA) e Associação Comercial da Bahia (ACB).